“Vejam só que festa de arromba!(Bapára) outro dia eu fui parar... (Bapára) presentes no local rádio e a televisão, (Bapára) cinemas, mil jornais, muita gente, confusão, quase não consigo na entrada chegar, pois a multidão estava de amargar, Hey, Hey, que onda, que festa de arromba...”. Logo que cheguei encontrei Coronel Saraiva com um copo na mão enquanto o engenheiro Leonardo apresentava a todos a “garota mais bonita do salão”, Roberto Monte e Aluisio Matias esbarravam em mim, Petti sorria e a rainha dos anos 60 desistia de agarrar o doce que do prato não saía. Lá fora um corre-corre dos brotos do lugar era o Marcínio que acabava de chegar. Ei, Ei, que onda que festa de arromba. Lembrei dessa música ao chegar na tarde de sábado a AABB (associação Atlética do Banco do Brasil) para participar da festa “Amigos do Tirol”. Parabenizo os organizadores daquele evento pelo brilhantismo e especialmente a Reinaldo Azevedo e a banda “Anos 60” que deu um show belíssimo e nos remeteu aos velhos tempos, belos dias como canta o Rei Roberto Carlos. Foi uma tarde agradabilíssima com amigos relembrando uma época que éramos felizes e não sabíamos. A saudade bateu forte recordando dos carnavais, quando milhares de pessoas lotavam os clubes daquele bairro para brincar quatro dias ao som de frevos, marchas e sambas e namorar com as garotas que usavam roupas e fantasias que as deixavam muito mais bonitas, sensuais e ousadas já que o período lhes permitiam como cantava o saudoso Zé Kéti ;”Vou beijar-te agora não me leve a mal, hoje é carnaval...”.
Durante a festa constatei que muitos dos amigos que ali encontrei, nas décadas de 60 e 70 moravam no bairro do Alecrim que na época era o mais populoso de Natal. Comunidade na qual morei durante doze anos, por isso tive a idéia e aqui sugiro aos organizadores do centenário do bairro do Alecrim que acontecerá no próximo ano no dia 23 de outubro, que façam uma festa “Amigos do bairro do Alecrim” no clube Atlântico reunindo os moradores e ex moradores daquele bairro que inclusive tem artistas importantes como Babal, Galvão Filho, que nasceram e viveram ali. Certamente esse será um momento de muitas alegrias e recordações quando todos cantarão uma música que marcou aquele bairro nos anos dourados e que todos lembrarão do saudoso Zito Borborema cantando:”Eu nunca vi coisa tão boa como é bom sambar no bairro do Alecrim na capitá de Natá...”
José Normando Bezerra
Geógrafo e Professor
Natal,RN, novembro/2010
.
.

Nenhum comentário:
Postar um comentário