Na solenidade, a coordenadora da Fundação Teotônio Vilela, Janice Vilela, ressaltou a história do velho parlamentar na defesa da paz, destacou sua busca pela real democracia e fez referência aos atos do senador na sua trajetória política. “Aqui vamos ler como Teotônio e saber sobre Teotônio. Nessas estantes de Teotônio está sua trajetória de luta; o senador da coragem cívica, da Anistia e das Diretas Já. É a história de um homem que tinha o sonho de construir um Estado e uma Nação de iguais. Foi com esses livros que ele amadureceu e absorveu conhecimentos”, disse Janice.
Em seguida o governador Teotonio Vilela Filho lembrou que a reconstituição da biblioteca do velho Teotônio representa a permanência da história do povo alagoano e da sua luta por um Estado melhor. “Aqui era o lugar sagrado de Teotônio. Era aqui que aconteciam as coisas mais importantes da sua vida, era o lugar mais nobre da casa. Quando Teotônio lia um livro desse, ele absorvia o conhecimento, ele discutia com o autor e partir dali nasciam os sonhos, os pensamentos, as convicções, os ideais que o tornou corajoso”, disse.
O evento também foi marcado pelo lançamento da Literatura de Cordel: Teotônio Vilela, um Andarilho da História, novo trabalho escrito pelo cordelista Marciano Batista de Medeiros. O autor foi convidado a declamar algumas estrofes, sendo parabenizado por muitos convidados, inclusive Elias Neto, o filho mais jovem do Menestrel. “Sou de uma cidade pequena do Rio Grande do Norte, mas sempre acompanhei a história do velho Teotônio. Tem dois anos que trabalho nessa ideia porque sou admirador da bravura e da paixão que ele tinha pela democracia”, disse o vate potiguar.

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