Mesmo sem musculatura eleitoral, legendas reapresentam seus candidatos na luta por mais espaço político
Fernanda Zauli Especial para o Diário de Natal
Os partidos pequenos estarão de volta nas eleições deste ano. Apesar de nunca terem eleito seus candidatos a cargos majoritários, PSTU, PSOL e PSDC confirmam que terão representantes no pleito. As articulações em torno de possíveis coligações já começaram e dá-se início ao grande jogo dos pequenos. Dario Barbosa, presidente do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados (PSTU), disse que ao fim da primeira quinzena de abril os nomes serão anunciados.

"Nós estamos nos reunindo,discutindo, mas vamos apresentar candidatos para todos os cargos". Sobre possíveis coligações com outros partidos, Dario diz que pode haver uma aliança com o PSOL. "Houve uma manifestação do PSOL demonstrando interesse em se coligar com o PSTU, nós não descartamos essa possibilidade, vamos discutir", afirma. Segundo ele, seu nome está à disposição do partido. "Se o PSTU quiser eu serei candidato".
Procurado pela reportagem, Sandro Pimentel, presidente do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), disse que o partido pretende conversar com o PSTU sobre alianças mas faz ressalvas. "Queremos conversar com o PSTU para tentar formar uma coligação, mas na plenária que aconteceu domingo passado decidimos que não vamos abrir mão de indicar o candidato ao governo do estado". Ele diz ainda que o PSOL vai apresentar dez candidatos a deputado estadual, seis federais, além dos dois senadores e do candidato ao governo. Sandro Pimentel já foi candidato a deputado estadual em 2002 pelo Partido dos Trabalhadores (PT), a governador pelo PSOL em 2006 e a prefeito de Natal em 2008.
O Partido Social Democrata Cristão (PSDC) também vai apresentar candidatos este ano. De acordo com o presidente do partido, Joanilson de Paula Rêgo, haverá uma reunião dia 11 de abril para discutir estratégias e possibilidades de coligações. "Nós pretendíamos formar uma terceira via e sair em uma coligação com Carlos Eduardo Alves (PDT) para o governo, e Sávio Hackradt (PcdoB) e eu para o Senado Federal. Mas como Carlos Eduardo já declarou um voto para Garibaldiessa coligação não será possível" afirma. Joanilson Rêgo afirma que será candidato ao Senado pelo partido este ano. Ele já foi candidato a senador em 2006, em sua primeira disputa, e a prefeito de Natal em 2008, quando foi o quarto candidato em número de votos.
A participação dos partidos pequenos nas eleições pode ser surpreendente. Em 2004, Miguel Mossoró (PTC) teve 67.065 votos, deixando para trás candidatos como Fátima Bezerra (PT) - 27.331 votos, e Ney Lopes (DEM) - 21.115 votos. Dentre os projetos apresentados por Miguel Mossoró na época estava construir uma ponte ligando Natal a Fernando de Noronha. Nada mal.
Já em 2008, a participação do PSOL nas eleições para o governo do estado pode ter sido definitiva para a realização do 2º turno. O candidato do partido teve 0,92% dos votos válidos, enquanto isso faltaram apenas 0,44% de votos válidos para Wilma de Faria (PSB) se eleger no primeiro turno. É claro que não é possível afirmar que na falta do candidato do PSOL todos os votos seriam redirecionados para a candidata do PSB, mas com certeza esses votos poderiam ter evitado a realização do segundo turno.
Apesar de nenhum dos partidos citados na matéria ter eleito nenhum candidato aos cargos majoritários, todos os entrevistados afirmam que entram nas eleições confiantes de que poderão chegar a ser eleitos, mas considerando também que esta é a hora de fazer o partido aparecer.
Em 2004, Miguel Mossoró ficou em terceiro, superando nomes com mandatos Foto: Ana Amaral/DN/D.A Press "Nós entramos na campanha para ganhar. Nós temos um programa de governo e estamos preparados para governar o estado. O nosso partido está tentando ganhar a mídia, vamos trabalhar para as pessoas ligarem o nosso nome ao de Heloísa Helena que é nossa referência nacional" diz Sandro Pimentel (PSOL). Para Dario Barbosa (PSTU), a campanha política é algo ideológico, e o partido aproveita esse momento em que as pessoas estão dispostas a discutir política, os problemas do país, para mostrar seus projetos. "O PSTU não tem espaço voluntário na mídia, por isso aproveitamos a campanha para divulgar o partido, apresentar nossos programas, mostrar o que pensamos, para dialogar com a população. Nós também queremos ganhar, mas se isso não for possível,transmitir a ideologia do partido já é um ganho", afirma. FONTE. http://www.diariodenatal.com.br/2010/04/04/politica1_0.php
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